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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Posicionamento Dinâmico - Parte 5


4 – Sistemas de Referência de Posição e Equipamentos

4.1 - Geral

Informação de posição precisa, confiável e contínua é essencial para o posicionamento dinâmico. Um sistema de controle DP requer dados a uma taxa elevadíssima para conseguir uma acentuada precisão. Confiabilidade é de importância vital para operações onde a vida e o patrimônio pode ser posto a risco extremo através de um dado de posição incorreto10.
Todos os navios DP têm sistemas de referência de posição (PRS), (algumas vezes referidos como equipamento de monitoramento de posição ou PME), independente da classe de navegação normal do navio. Cinco tipos de PRS são de uso comum em navios DP atuais; Referência de Posicionamento Hidroacústico (Hydroacoustic Position Reference – HPR), Taut Wire, DGPS, sistemas baseado em Laser (Fanbeam e CyScan) e Artemis. Será dada uma descrição breve de cada um.
Os sistemas de controle de referência combinam os dados de posição de referência de dois ou mais sistemas de referência de posição. Se somente um sistema de referência de posição for disponível no DP então ele é simplesmente inspecionado, filtrado e utilizado. Se dois ou mais são disponíveis, então o sistema precisa utilizar ambos igualmente ou de acordo com seu desempenho individual.
Em todos os sistemas DP modernos a opção média ponderada pode ser selecionada, através da qual referências de posição individual são ponderadas em proporção inversa à variância ou ‘propagação’ de dados de posição; quanto maior o peso para um sistema de referência de posição individual, maior a influência do sistema no cálculo da posição.
Sistemas DP primitivo não tinham a capacidade de aprender com o desempenho passado. Sistemas modernos são capazes de melhorar o desempenho da estação com o uso de filtro Kalman, o qual fornece um modelo do desempenho recente para melhorar o desempenho presente.
Para quaisquer operações que requeiram redundância de DP (equipamento de operações Classe 2 ou 3) é necessário utilizar-se três referências de posição. Dois PRS não são adequados, por que se um falhar, os  dados de referência contraditório fornecem um impasse, enquanto três sistemas fornecem duas opções dentre três para identificar um sensor defeituoso.
Onde três PRS se façam necessários, o DPO deve escolher sistemas que sejam diferentes. Isto reduz a probabilidade de falha de modo comum, em que o evento pode resultar numa perda de posição.
Uma breve descrição será dada aos cinco sistemas de referência de posição  comumente utilizados.

Filtro de Kalman

Em 1960, Rudolph.E. Kalman publicou seu famoso paper que descreve uma solução recursiva para o problema de filtragem de dados discretos em um sistema linear. Dados alguns valores iniciais, pode-se predizer e ajustar os parâmetros do modelo através de cada nova medição, obtendo a estimativa do erro em cada atualização. A sua habilidade para incorporar os efeitos de erros e sua estrutura computacional fez com que o filtro de Kalman tivesse um amplo campo de aplicações, especialmente no que se refere à análise de trajetórias em visão computacional.
Os filtros de Kalman tem sido vitais na implementação de sistemas de navegação de submarinos e nos sistemas de guiamento e navegação de mísseis de cruzeiro como o Tomahawk da marinha americana, e o AGM-86 ALCM da força aérea americana. O filtro de Kalman também é utilizado no guiamento e navegação dos Ônibus Espacias da NASA e no controle de atitude da Estação Espacial Internacional.
Esse filtro digital é ocasionalmente chamado de filtro de Stratonovich–Kalman–Bucy por ser um caso particular de um filtro mais geral e não-linear desenvolvido pouco antes pelo matemático russo Ruslan L. Stratonovich.

4.2 - Referência de Posição Hidroacústica ( HPR )

A acústica submarina tem muitas aplicações, uma das quais é o fornecimento de posição de referência com propósitos DP13.
Posicionamento acústico também é utilizado para rastreamento de veículos ou equipamentos submarinos, para a marcação de características subaquáticas e para o controle de equipamentos submarinos por meio da telemetria acústica.
Existem três tipos de sistemas de referência de posição acústicos de uso comum – ultra- ou super-short baseline systems (USBL ou SSBL), short baseline systems (SBL) e long baseline systems (LBL). Cada um tem vantagens e desvantagens que determinam onde e como cada um é utilizado.
As classes são distintas pela sua linha base, ou distância entre seus elementos acústicos fixos.
Cada um destes sistemas é baseado na técnica de uso de um ou mais dispositivos acústicos fixos.

4.2.1 - Sistema Acústico Ultra ou Super Short-Baseline

O princípio SSBL (Super Short Base Line) é claramente o princípio mais simples de posicionamento subaquático em operação. A Linha de Base de Dados do Super Short-Baseline refere-se à distância muito curta entre os elementos piezo-elétricos ativos no transdutor, que são montados no fundo do barco.

O princípio SSBL tem a vantagem de não requerer instalação de transponderes calibrados em disposição lógica no fundo do mar. Apenas os alvos que devem ser posicionados (um pode muito bem estar no fundo do mar) são equipados com um transponder. O sistema SSBL mede os ângulos horizontais e verticais, juntamente com o intervalo para o transponder, dando uma projeção 3D do fundo em relação ao navio (ponto de referência no navio). Para obter melhor precisão de posição em águas profundas com um sistema de SSBL é necessário aumentar a precisão de medição do ângulo.
O princípio de medição de posição envolve a comunicação a freqüências hidrostáticas entre um transdutor montado no casco do navio e um ou mais transponders localizados no leito.


Um pulso de interrogação é transmitido a partir do transdutor. Este pulso é recebido pelo transponder no leito do mar, que é acionado para responder. A resposta transmitida é recebida no transdutor. O atraso no tempo transmissão/recepção é proporcional à inclinação e alcance. Assim, alcance e direção são determinados. Os ângulos e alcance definem a posição do navio com relação à do transponder. Os ângulos medidos devem ser compensados os valores de roll e pitch.
O navio deve implantar pelo menos um transponder alimentado por bateria. Eles podem ser implantados por uma linha desde o navio, por um ROV ou simplesmente lançados ao mar.
O desempenho de um sistema acústico é normalmente limitado por condições acústicas na água. Barulho dos propulsores do navio e outras fontes, aeração e turbulência12, 13 serão todas prejudiciais à eficiência do posicionaento acústico. Assim, os limites do sistema são mal definidos.
Sistemas acústicos são fornecidos por vários fabricantes, principalmente Kongsberg, Simrad, Sonardyne e Nautronix. Todos utilizam freqüência na faixa de 20-30 kHz. Alguns transponders são compatíveis com aparelhos de mais de um fornecedor.

Aplicação
O dispositivo transceptor também conhecido com hidrofone montado sob e.g. um navio torna possível controlar e posicionar alvos submersos como objetos rebocados, ROV’s etc a partir de uma plataforma dinâmica. Contrário aos sistemas LBL que estão limitados a um conjunto calibrado depositado no fundo do mar, o uso de sistemas USBL não é limitado a tal área.
Os cálculos de posição são feitos pela medida de ângulos vertical e horizontal, por medidas de fase de sinal em conjunto com intervalos medidos para o(s) transponder(s) fornecendo um posicionamento 3D do alvo(s) em relação ao hidrofone. Uma vez que o Hydrofone (e procede à montagem do transceptor) pode ser montado em uma plataforma dinâmica, as medições das balizas dos transponders ligadas ao alvo(s) devem ser externamente ou internamente corrigido para os parâmetros heading, roll e pitch com muita precisão.

Um sistema USBL completo consiste de um transceptor o qual é montado em um pólo sob um navio, e um transponder/responder no leito do mar, num towfish ou em um ROV. Um computador é utilizado para calcular uma posição a partir das informações de alcance medidas pelo transceptor.
Um pulso acústico é transmitido pelo transceptor e detectado pelo transponder subaquático, o qual responde com seu próprio pulso acústico. O pulso de retorno é detectado pelo transceptor a bordo. O tempo entre a transmissão do pulso acústico inicial até a resposta é detectado e medido pelo sistema USBL e é então convertido em alcance.
Para calcular uma posição submarina, o USBL calcula tanto o alcance quanto um ângulo a partir do transceptor até o conjunto submarino. Ângulos são medidos pelo transceptor, o qual contém um conjunto de transdutores. A cabeça do transceptor normalmente contém três ou mais transdutores separados por uma linha base de 10 cm ou menos. Um método chamado diferença de fase (phase-differencing) dentro deste conjunto transdutor é utilizado para calcular o ângulo para o transponder submarino.

4.2.2 – Long Baseline System



O sistema de posicionamento long baseline (LBL) fornece posicicionamento acústico preciso sobre uma grande área. Os sistemas LBL são utilizados para marcar múltiplos alvos em relação a um conjuno fixo de transponders submarinos ancorados ao fundo mar. Aplicações típicas para sistemas LBL incluem: sistemas de posicionamento dinâmico (DP) para posicionar múltiplos alvos offshore, como sondas de petróleo, grandes navios, em águas com profundidade de até 7000m; e marcação de veículos submarinos autônomo (AUVs) e veículos operados remotamente (ROVs).
As técnicas LBL resultam numa precisão muito elevada de posicionamento e estabilidade de posição que é independente da profundidade da água. Normalmente é melhor que 1-metro e pode  alcançar até alguns centímetros de precisão. Os sistemas LBL são geralmente empregados em trabalhos de pesquisa submarina de precisão onde a precisão ou estabilidade de posição dos sistemas do navio base SBL, USBL) não seja suficiente.
Os sistemas LBL são compostos de dois tipos de componentes: transceptores móveis e transponders fixos. Um transceptor é um dispositivo montado em cada alvo marcado e pode tanto transmitir quanto receber sinais acústicos. Um transponder é um dispositivo auto-contido ancorado em um local submarino e responde a uma interrogação acústica com uma resposta acústica. A figura abaixo mostra um sistema LBL utilizado para marcar a posição relativa de uma plataforma petrolífera sobre o mar. O transceptor é montado na plataforma, enquanto os transponders, com as denominações que vão de T1 a T4, são ancorados abaixo. Sistemas LBL são os únicos que usam dispositivos transponders de linha de base montados no leito como ponto de referência para navegação.  Para o posicionamento LBL, um mínimo de três transponders são ancorados em locais submarinos separados por uma distância de até vários quilômetros.


Arte gráfica mostrando um sistema de posicionamento submarino do tipo long baseline utilizado para monitorar a localização de uma plataforma petrolífera.

Sistemas long baseline usam a distância calculada entre o alvo e cada um dos transponders ancorados. O transceptor do alvo inicia o processo de marcação com a emissão de um sinal acústico. Cada um dos transponders submarinos recebem este sinal e os respondem com um sinal acústico. O transceptor recebe a resposta acústica dos transponders e mede o tempo transcorrido entre o início da transmissão do sinal acústico e o recebimento da resposta de cada um dos transponders.
As vantagens e desvantagens dos sistemas LBL são resumidas na tabela abaixo:



Mais aplicações do sistema LBL
Sistemas long baseline determinam a posição de um veículo ou do mergulhador medindo acusticamente a distância entre a interrogação do veículo ou mergulhador e três ou mais transponder implantados no fundo do mar. Estas gamas de medidas, que normalmente são completada por dados de  profundidade de sensores de pressão sobre os dispositivos, são então utilizados para triangular a posição do veículo ou mergulhador. Na figura acima, um interrogador montado com o mergulhador (A) envia um sinal, o qual é capturado pelos transponders da linha base (B, C, D). Os transponders respondem e as respostas são capturadas de volta pela estação do mergulhador (A). Medições no tempo de envio do sinal agora produzem as distâncias AB, AC e AD, que são usados para calcular a posição do mergulhador por triangulação ou algorítimos de busca de posição em E. As posições resultantes são relativas à localização dos transdutores de linha de base. Estes podem ser facilmente convertidos para um sistema de coordenadas de georeferenciamento como a latitude/longitude ou UTM se as geoposições das estações base tiverem sido previamente estabelecidas, pra isso, esta matriz de transponderes precisa ser calibrada, ou seja, todos os intervalos entre eles precisam ser medidos.

Uma equipe de mergulho (Envirotech Diving) com seu sistema de posicionamento acústico subaquático AquaMap LBL incluindo três transponders de linha de base (B) e estações de mergulho (A) montados em scooters. As estações base são inicialmente implantadas nos cantos do local de trabalho. Suas posições relativas iniciais são pesquisadas por GPS diferencial ou com auxílio de um equipamento de posicionamento laser. Durante um mergulho, a estação do mergulhador interroga as estações de base para medir as distâncias, as quais são então convertidas em posições.

Outra aplicação:

Esboço do sistema LBL

O sistema long baseline utiliza uma matriz de três ou mais transponders dispostos no leito do mar nas proximidades do local de trabalho. Tipicamente a matriz formará um pentágono (5 transponders) no leito do mar, com o navio de perfuração no centro acima. Um transdutor de cima do navio interroga a matriz de transponders, mas ao invés de medir o alcance e a informação angular, somente alcances são medidos, porque as distâncias das linhas de base já foram calibradas (distâncias entre transponders). A posição de referência é obtida a partir da geometria dos alcances entre si desde as localizações dos transponders. A calibração é feita deixando que cada transponder interrogue todos demais na matriz, por sua vez. Se, ao mesmo tempo, o navio possuir um DGPS ou outros sistema geograficamente referenciado, então a matriz de transponder pode também ser geograficamente calibrada. A precisão é da ordem de alguns poucos metros, mas a taxa de atualização pode ser lenta em água profunda porque a velocidade do som na água é de cerca de 1,500 m/seg.

Continua no próximo blog...

Posicionamento Dinâmico - Parte 4


ADEUS LINHA DE EIXO. BEM VINDO AZIPOD!


Com certeza todos nós que trabalhamos em  embarcações com linha de eixo, já passamos raiva e sufocos com os problemas  agregados a este sistema. Quem  nunca teve problema com aquecimento  de mancal, vibração da linha de eixo, falha  nas  caixas redutoras, avaria de  bombas de lubrificação das caixas etc...
Pois isto  tudo é passado  para muitos vapozeiros que hoje  trabalham  em  embarcações  que lembram   filme de ficção.
Nas páginas a seguir trataremos de um assunto  de extrema relevância para  nós da área de Máquinas e claro  também  para  Náutica, porém  vamos ver a questão  da tecnologia do  equipamento  e não  da sua   relevância à manobrabilidade  do  barco.


Primeiramente  vamos definir  o que é AZIPOD e qual  a diferença entre ele e o AZIMUTHAL.

Azipod®  é marca registrada da ABB , termo  que  significa "pod" + Azimuth , pod é devido  ao  formato do thruster e  AZI de azimuth por conta da capacidade de giro  de 360º .


Propulsão AZIPOD do navio Freedom of the Seas.


O azipod é um motor elétrico fixado  fora  do  casco.   O  seu  induzido   é   o eixo propulsor, que possui hélices de passo fixo,  desta forma  o  sentido  e a velocidade da  hélice é controlado  por  um  inversor de frequência.  Esta tecnologia é  extremamente eficaz na manobrabilidade da embarcação  e sua potência pode atender  aos mais  variados  tipos de embarcações.

Propulsão por AZIPOD

Sistema de Propulsão AZIPOD em um Navio

Sistemas Azipod usados em navios é uma combinação dos sistemas de direção e propulsão. No sistema de propulsão convencional, um grande motor de dois tempos é conectado ao eixo, o qual atravessa um túnel via tubo telescópico e se conectar ao hélice pela parte externa do casco na popa do navio. O sistema de manobra (maquina do leme) de tal sistema é feito com o auxílio de um leme localizado atrás do hélice.
No entanto, no arranjo azipod, os sistemas de propulsão e de manobra são combinados e fabricados em uma única peça. O sistema consiste de um hélice o qual é manobrado por um motor elétrico e o hélice é girado pelo leme que é conectado ao sistema.

O motor é localizado dentro do casulo selado e é conectado ao impelidor. Deve se observar que o sistema de selagem deve ser perfeito caso contrário pode danificar o motor integralmente. O motor utilizado para este sistema é um motor elétrico de freqüência variável. Usando freqüência variável, a velocidade rotacional do impelidor pode ser controlada i.e. a velocidade pode ser aumentada ou diminuída.




O termo POD vem de Propulsion with Outboard Electric motor (Propulsão com motor elétrico externo. O conjunto completo do sistema azipod é localizado na parte externa do casco na popa do navio. O azipod pode girar em todas direções i.e. 360 graus com a ajuda de um leme, e assim  fornecer empuxo em qualquer direção o que não é possível no sistema convencional. O propulsor no sistema pod é direcionado pelo leme que é colocado no plano de direção.

Entendendo o Sistema Azipod

OO sistema azipod e um tipo de sistema de propulsão elétrica que consiste de três componentes principais:



1) Transformador de Suprimento
A potência fornecida pelos geradores pode ser tão elevada quanto 6600 KV, a qual é reduzida para a tensão necessária pelo transformador de suprimento e deste é fornecido ao motor disposto no interior do casulo (pod).

2) Motor de Propulsão
O motor de propulsão é utilizado para produzir empuxo ou para dirigibilidade. O sistema precisa de algum método para girar o impelidor e isto é feito com auxílio de motor elétrico.

3) Controlador/Conversor de Frequência
É utilizado para mudar a frequência da potência suprida de maneira que a velocidade de rotação do motor possa ser controlada dependendo da necessidade.


 Vantagens do Sistema Azipod

1)    Maior manobrabilidade já que o impelidor pode ser girado em todas as direções. Isto proporciona melhor distancia de parda durante as manobras do que aquela fornecida pelos sistemas convencional.
2)    No caso de navios enormes, dois ou mais azipods os quais são independentes entre si podem ser utilizados. Isto proporciona manobras mais precisas.
3)   Economiza-se muito espaço na praça de máquinas já que não existe motores, impelidores, eixos e outros arranjos. O espaço economizado pode ser utilizado para mais carga do navio.
4)    O sistema pode ser posicionado embaixo do navio promovendo desta forma mais eficiência do que o sistema convencional.
5)   O uso de impelidores lateral (bow thruster, side thruster) pode ser eliminado já eu os pods podem prover tais esforços lateral.
6)     Vibrações e barulho menores do que no sistema convencional
7)     Baixo consumo de combustível e lubrificantes
8)     Amigável com o meio ambiente já que as emissões são extremamente baixas.


Desvantagens
1)     Sistema azipod requer um custo inicial elevado.
2)     Um grande número de motores diesel são  necessários para a produção necessária de energia
3)    Há uma limitação da potência produzida pelo motor. Atualmente as potências mais elevadas disponíveis estão na faixa dos 21 MW.
4)     Não pode ser instalado em grandes navio com grandes capacidades de carga os quais precisão de muita potência e grandes motores.

Sistema de Propulsão AZIMUTAL



O azimuth trhuster é um thruster que pode  ser retrátil, rebatível, ou  fixo quando usado para propulsão. A máquina motriz fica dentro  da embarcação, poder ser  um motor elétrico alimentado por gerador ou um motor diesel, a hélice pode ter passo  variável com acionamento  hidráulico ou  fixo controlado  por inversor de frequência, neste caso a máquina motriz será obrigatóriamente um motor elétrico.

Este  tipo de thruster usado  como  propulsor é mais simples e  mais comum em pequenas embarcações. A figura mostra um Propulsor Azimuthal fixo com passo variável.  







Propulsão AZIMUTAL

Sabendo a diferença entre estes  propulsores que chegaram pra acabar  com  nossos problemas em relação  alinha de eixo  (AZIPOD) desde os anos 90, podemos agora entrar em  detalhes.


Você já contabilizou  quantos equipamentos este tipo  de  tecnologia tira  das nossas  embarcações? Vamos lá então:


1- Adeus Mancais de sustentação  e escora;
2- Adeus Caixas Redutoras;
3- Adeus Eixos Propulsores;
4- 
Adeus MCP!
5- Adeus Máquina do leme!
6- Diminuição  severa na quantidade de trocadores de calor.

Bem,  estas são  por baixo as vantagens  mais notórias, ainda temos a redução  de  vibração, redução  da manutenção  e seus gastos associados, redução  da emissão  de NOX, pois devidos  a modificações nas  plantas de geração  de energia o sistema atende facilmente as normais IMO Tier I e Tier II que passou  a  ser cobrada a partir de Janeiro de 2011.


Claro  que com  a saída do  MCP alguém  deverá suprir Potência para estes  propulsores, neste caso saem os MCP's entram os MCA's. Como  a tecnologia das Motores de Combustão Interna deu  um salto gigantesco, principalmente os motores WARTSILLA considerados hoje  os melhores do mundo, ficou  muito  mais  fácil ter um controle de emissões de gases associados a tecnologia de injeção eletrônica que excluiu  o Camshaft, o que deu  ao motor cerca de 25% mais eficiência.



Alguns vão  dizer que  esta tecnologia trás outros tipos de problemas, principalmente problemas eletrônicos, o que  não  deixa de ser verdade, mas temos que admitir que as vantagens  são maiores que as  desvantagens. Este progresso não  vai  parar por conta dos nossos medos ou  despreparos, a necessidade de inovação para trazer as  operações das embarcações maior segurança e rapidez são  os principais propulsores desta tecnologia. Devemos acompanhar este segmento  e  incluir  um  forte estudo sobre  isto nas  escolas. (Infelizmente sabemos que  as escolas não  estão preparadas nem  para  as embarcações de 10 anos atrás).




Nesta figura temos uma idéia da interação do AZIPOD e seus periféricos, como  barramento, sistema de  giro, arrefecimento, sistema de selagem, este  último por sinal  é de vital  importância para a funcionalidade do equipamento. Imagine se houver contaminação  por água salgada  dentro  do motor do AZIPOD? Seria  o fim  do  equipamento.


Um  detalhe muito  conveniente  para  nós maquinistas é que aquele procedimento de "preparar a máquina " fica extinto, pois usando  este sistema de  propulsão nossa  função  é manter  o geradores em Stand-By Full Time, pois  quando a embarcação  precisar de propulsão  basta que  o passadiço  dê  Start nos Thrusters.



Mas, e com  relação a potência desses propulsores?

Meu  caro  vapozeiro estas  belezas podem  chegar até 18000 KW com  rotação  fixa de 170 RPM, ou  seja , dois propulsores nos  darão uma potência disponível de 36000 KW ou aproximadamente 48200 BHP. 

Alguns  navios da DOF já utilizam  este sistema aqui  no Brasil. Exemplos são os Skandis Vitóra, Niterói e Santos  que possuem esta  tecnologia em  funcionamento aliada aos Azimutais e aos Túneis,  proporcionando à embarcação um posicionamento  mais preciso, rápido  e eficiente. Estas embarcações realizam  serviços onde o posicionamento estável  é  de fundamental  importância.




A manutenção destes equipamentos seguem padrões mais  razoáveis e  com  maior relação  entre tempo  e utilização. Inspeções podem  ser  realizadas internamente a estes tipos de propulsores, facilitando  assim um diagnóstico mais elaborado  de problemas. Nos períodos de docagem o fato  simples de não  precisar  fazer "Puxada de linha de eixo" encurta o período de docagem, deixando  tempo para outras  manutenções.
 Continua no próximo blog...